terça-feira, 28 de julho de 2009

As bolhas

Partilho intensamente a ideia de que os pensamentos são como minúsculas bolhas de metano que lentamente se vão formando em pantanoso leito até adquirirem volume capaz de as transportar à superfície, onde explodem.


Faz tempo que as minhas bolhas não avolumam suficientemente para se deslocarem das profundezas do subconsciente e, através das circunvoluções cerebrais, virem manifestar a sua existência.


Tenho pois de socorrer-me das convicções que jamais me abandonam, não como tivessem sido evolutivas bolhinhas, antes inamovíveis pedras em um pântano cada vez menos prolífero:


Sempre que, na história da humanidade, surgiram, como vindos de outras dimensões, seres com a capacidade de se distinguir como vértices no seu tempo, polarizando a atenção geral, os homens de então, acreditaram com razão estarem perante algo muito extra ordinário, milagroso.


Assim sucedeu com o aparecimento de Cristo, de Buda e de Maomé, como exemplos.


Esses seres de excepção com origem em dimensões que ainda hoje mal podemos conceber, certamente na sua mensagem para este decadente planeta, não tiveram como finalidade a semente de uma nova religião.


Vieram sim, penso eu, com a simples determinação de ensinar aos humanos como se devem relacionar e conduzir perante os seus semelhantes.


Ensinamentos que, até ao momento, não conseguimos apreender e portanto, muito menos, praticar.


A religião, essa, foi criada por homens que, como os seus actuais acólitos, se serviram dela para se servirem dos outros, os crédulos.







Sem comentários:

Enviar um comentário