Partilho intensamente a ideia de que os pensamentos são como minúsculas bolhas de metano que lentamente se vão formando em pantanoso leito até adquirirem volume capaz de as transportar à superfície, onde explodem.
Faz tempo que as minhas bolhas não avolumam suficientemente para se deslocarem das profundezas do subconsciente e, através das circunvoluções cerebrais, virem manifestar a sua existência.
Tenho pois de socorrer-me das convicções que jamais me abandonam, não como tivessem sido evolutivas bolhinhas, antes inamovíveis pedras em um pântano cada vez menos prolífero:
Sempre que, na história da humanidade, surgiram, como vindos de outras dimensões, seres com a capacidade de se distinguir como vértices no seu tempo, polarizando a atenção geral, os homens de então, acreditaram com razão estarem perante algo muito extra ordinário, milagroso.
Assim sucedeu com o aparecimento de Cristo, de Buda e de Maomé, como exemplos.
Esses seres de excepção com origem em dimensões que ainda hoje mal podemos conceber, certamente na sua mensagem para este decadente planeta, não tiveram como finalidade a semente de uma nova religião.
Vieram sim, penso eu, com a simples determinação de ensinar aos humanos como se devem relacionar e conduzir perante os seus semelhantes.
Ensinamentos que, até ao momento, não conseguimos apreender e portanto, muito menos, praticar.
A religião, essa, foi criada por homens que, como os seus actuais acólitos, se serviram dela para se servirem dos outros, os crédulos.
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