Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Poesia-14





Camoneana



Viver e existir, são os dois lados
Duma mesma moeda que é a vida;
Felizes são os que, abençoados
A não ver a diferença desmedida,
Passam por este Mundo que é tão belo
Sem contudo chegar a conhecê-lo.


Os outros, que os deuses elegeram
Para cruzar a vida doutro modo,
Mais felizes são por que abrangeram
Não apenas a parte mas o todo,
E seguem para outra dimensão
Certos de não ter nascido em vão.

Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010

Poesia-13



Apontamento



Uma vez mais o trem pára na estação,
Entrando o Mau, o Bom e o Ladrão
Que ainda é também o teu Irmão.


Vêem representar, na farsa, o seu papel,
Quer seja no salão, quer seja no bordel
Ou no Ministério da Comunicação!


E quando chega o Fim,
Ai de mim, ai de mim !


Terei cumprido aquilo pra que vim?
Talvez sim... talvez não...
Interrogação.


Em breve saberei
E julgarei então.

Poesia-12




Rimas de antano



Dar lindo xeque-mate em lances três,
Esprança eu tenho de fazer um dia,
E o que então pra ti fôr puro chinês,
Pra mim será só mera fantasia.


E rir-me-ei então ao ouvir-te murmurar:
-Eu,tal como tu, quisera assim jogar.

Poesia-11




Auto plágio



A Morte negra, sombria,
Aparece-nos um dia
Para nos levar de cá.

Oh homem, não tenhas medo!
Vais desvendar o segredo
Que neste Mundo não há.

É a Paz, Felicidade,
Aparece a Igualdade
E o caminho da Luz.

E a Morte diz:- Vinde a mim!
Como outrora disse assim
Às criançinhas...Jesus.


Poesia-10



Plágio



Admiro esse teu buço
Que não é preto nem ruço,



Mas encima uns frescos lábios
Dos quais brota a flux a asneira,
Em ditos próprios de sábios
Para os quais já não há feira.


Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Nu-IV

...na cruz ! com tanga e........................................................ MORTO



Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Poesia- 9




Acróstico




Cruzámos os destinos nesta vida,
Ao sabor do carinho e da ilusão,
Sonhando sob as leis do coração,
Iniciámos uma paixão sentida.
Muitos anos vivemos à partida,
Indiferentes ao mundo que era então,
Recebendo na mente, na razão,
A levedura da missão cumprida.

Subiste, nova estrela, ao firmamento,
Ao libertar a alma num momento
No vastíssimo espaço sideral;
Tocaste o céu, os anjos, a ternura,
Ouviste o hino da mística ventura,
Sofri, fiquei sozinho, por meu mal.