quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Poesia- 6

Relógios


Madeira, a mais fina,
Lacados, com espelho,
Cor de purpurina,
Cor de rosa velho;

De dia, de noite,
Na torre, na igreja,
O vento te açoite
E não te proteja;

No teu tiquetaque,
Recordas salões
De luxo, de fraque,
Sinos, carrilhões...

Redondos, quadrados,
Pequenos, graúdos,
Pêndulos doirados,
Vetustos, sis
udos;

De ouro, de prata,
De bronze ou de estanho,
De bolso ou de sala,
Conforme o tamanho;


Vós, na vossa sorte,
Nos vêem
viver:

Marcam nossa morte,
Marcado o nascer.



1 comentário:

  1. está boa! só não percebo a 2ª pessoa do singular e dps 2ª do plural .. nn

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