quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Memória - Três
I -Conto
Numa recôndita aldeia do vasto Império vivia pobre e modestamente um chinês, de seu nome Fa Xi Xi.
Venerado pelos seus conterrâneos, possuia um pequeno terreno onde anualmente colhia a sua produção de arroz, alimento para si e seu neto, mocetão que muito o auxiliava nos afazeres pois que para assegurar boa colheita dedicavam-se com determinação e afinco aos cuidados requeridos pela sua modesta plantação.
-Que sorte!
Murmurava-se pela aldeia referindo-se ao probo ancião.
-Que sorte tem o Fa Xi Xi pois este ano de certo vai ter uma boa colheita de belo que está o seu arroz!
Contudo, um dia pela manhã na costumeira visita verificou estupefacto que a produção desse ano estava seriamente comprometida.
Todo o terreno revolto e espezinhado apresentava o pior dos aspectos.
-Que azar!
Dizia-se ao falar do sucedido.
-Que azar o do pobre Fa Xi Xi !
No dia seguinte , voltando à plantação na procura da causa da sua infelicidade, deu conta, atrás de um juncal, de soberbo cavalo branco como a neve, que teria sido certamente o autor da sua desgraça.
-Que sorte a do Fa Xi Xi, aquele lindo cavalo compensa largamente o arroz perdido !
E o rapagão do seu neto passou a cavalgar correndo alegremente as aldeias visinhas.Mas ao saltar um valado caiu do seu alazão fracturando uma das pernas.
-Que azar o do velho, privado agora do seu melhor auxílio !
Sucedeu então ter o Imperador, por premente necessidade de aumentar os efectivos militares, enviado os seus esbirros em recrutamento forçado.
-Que sorte, o único jovem da aldeia é o neto do Fa Xi XI !
Leitor meu, medita um pouco sobre este conto.
II- Anexim
Existe um provérbio oriental que reza:
Mais vale estar sentado que de pé.
Mais vale estar deitado que sentado.
Mais vale estar morto que deitado.
Talvez mereça a pena meditar um pouco mais.
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